OOP EXPERIENCES

20120229

| more news coming

Aguardamos informações acerca de como reconhecer condutores de metro em casas de banho públicas.

| threefold

- Is that your face, or is it your butt?...- Don't you fart at me, idiot!

Há pessoas assim. 
Alegam os peritos na matéria que se reproduzem sozinhas.

20120226

| food for imagination


| beware the cat



| the experience [insight]

Embora a tenha interrompido a meio, a experiência do Armazém 13 foi muito bem vinda. Infelizmente, por várias razões e várias circunstâncias senti-me totalmente deslocado.

Tendo ido com as pessoas com quem eu partilho a insanidade saudável, teria sido um programinha muito interessante.

| the experience [false alarm]

A minha saída teria que ser rápida e graciosa para dar o menos nas vistas possível. O meu amigo tinha sido "requesitado" para fazer a filmagem do evento, e havia apenas uma outra pessoa a quem seria indelicado não dar conta das minhas intenções de dar de frosques. A namorada do meu amigo e que eu vi hoje pela segunda vez.

Eles foram recolhendo malta pelo caminho para levarem para esta cena e o grupo ficou enorme. Fui apresentado a muitos mas poucos conversas foram trocadas.

O palhaço acabou o seu número, o intervalo foi anunciado e eu estava delirante por ir embora dali. 

Assim que começaram a correr as cortinas, já ia eu a levantar-me, começaram todos na plateia, ainda sentados, a cantar os parabéns. Lembrei-me que à entrada para o evento, o meu amigo tinha-me dito que a sua namorada faria anos quando batesse a meia-noite.

O meu plano de bazar naquela altura foi-se. Seria má onda bazar logo na altura em que a moça vai começar a festejar o seu aniversário. Saí na mesma para fumar um cigarro e pensar numa estratégia.

Quando dou por mim, está ela a sair e quando me dirijo a ela para lhe desejar um feliz aniversário, oiço-a despedir-se de uma amiga sua que está a bazar.

E pronto. Aproveitei que já não seria o primeiro a partir, fiz as minhas próprias honras e chamei um taxi.

| the experience [the inevitable conclusion]

Depois veio outra gaja que dançou no palco, seguida de outra que descia de uma grossa corda preta. Nada de extraordinário, tudo muito bland.

Decidi que não iria ficar até ao fim. O plano era aguentar mais um número, o quinto de dez no total. Por certo fariam um intervalo a meio do show e eu aproveitaria para ir lá fora fumar um cigarro, chamar um taxi e bazei!.

Fizeram o intervalo como eu previa mas apenas depois de nos apresentarem um palhaço que tomou o palco por cerca de meia hora. Odeio palhaços e tive que gramar com um durante o que me pareceu uma longa eternidade. Ainda por cima, fez os seus números com crianças do público. Nada o meu género, eu senti-me imensamente deslocado.

Cada vez que eu olhava para a cara do palhaço, eu sentia um géne que me deixava irrequieto e com vontade de fazer um force quit à sua respiração.

- Stay put. I'm afraid we gonna have to pull that plug, clown.

| the experience [a morte de uma galinha]

Desceu um trapézio branco quase até ao chão e foi tomado por uma figura de negro. Era uma gaja.

Ao som de uma péssima gravação de outra gaja a ler um poema, ela fazia uns joguetes no seu trapézio branco; a monotonia de gestos fazia pandam com a pesarosa leitura de uma poesia de cortar os pulsos. Tudo muito tragédico, uma coisa muito de profundis, como diria Tia Papixa.

Foi um brusco corte, mas mesmo assim não perdi a esperança.

| the experience [cão e gato]

As actividades circenses abriram com o número de um belo moço pendurado de cabeça para baixo num trapézio.

Imediatamente concentrei-me nas veias salientes da sua barriga flat como um estalo e achei tudo magnífico.

Ao som de uma canção espanhola acerca de um cão e de um gato, o moço baloiçava-se e trapazeava-se com um corpinho de louvar, e um rosto muito bonito. Os seus pés descalços eram quase esculturas. A ele juntou-se um segundo e ficaram os dois deliciosamente dançando num só trapézio.

Aconcheguei o rabo ao chão, porque não apanhei almofada, melhorei o ângulo de visão e fiquei ansiosamente à espera do número seguinte.

| the experience [violador hello kitty]

Tudo começou com uma banda anti-banda composta por três elementos. A banda tocaria três músicas de sua autoria e cada uma delas era precedida de um momento stand-up comedy, patrocinado por cada um dos elementos.

Agora, com alguma distância, acho que foi uma muito escolha para começar aquilo que se anunciava como circo contemporâneo.

Apercebi-me da amplitude da situação quando um deles standing up diz que os violadores deviam usar boxers da hello kitty para que quando ele baixasse as calças, a vítima olhasse para os boxers e soltasse um "oh, tão querido!".

| the experience [intro]

Uma malta muito ecléctica dentro do mesmo género. Conseguem-se perceber modos de estar na vida em comum, um elo de ligação exterior ao qual me sinto normalmente alheio. 

Sentam-se todos nos chão, uns com almofada - outros não. Eu fui o não. Porém, deixei de me sentir sozinho quando me apercebi que o show também era um não; não haveria forma de me convencerem a gramar aquilo até ao fim.

| the experience [revelation]

De repente vejo-me sócio amigo nº 45.


20120225

| traffic sources


| the untold truth

A versão da Tia Papixa acerca do momento em que fui abduzido.




20120224

| armazém 13

Programação para o fim de semana. Prevejo que seja muito bom, ou muito mau. A ver vamos...


| you know nothing, dude

Como é que é possível?


20120222

| do maior

Ouvi a Alice chorar, ao telefone. Rica filha... foi só um bocadinho que chorou. No entanto, já caiu na língua do povo com a fama de estar sempre a berrar.

Quando estiver lá a visitar, tirarei a minha prova dos nove, e sou capaz de gravar um audio do choro da Nisca para depois postar, ou não, conforme aquilo que me pagarem, ou não, para o fazer, ou não.

Ainda não sei qual vai ser o valor a cobrar àqueles a quem isto não aquece nem arrefece.

| holding the door

Na véspera de carnaval, quando saí do trabalho, apressei-me para chegar à estação do metro o quanto antes.

Quando estava a passar o passe no leitor magnético, vi uma série de gente que saía do metro na minha plataforma. 

É provável que eu tenha dado alguma coisa na onda de um gritinho d'ipiranga, mas certo mesmo é que comecei a correr pelas escadas abaixo. 

Na altura em que eu estava a meio das escadas, soou o sinal de fecho de portas. Continuei a correr mas inevitavelmente descaí os ombros, certo que estava a correr para uma meta impossível. Por poucos segundos, previ chegar às portas do metro mesmo na altura em que já não dá sequer para esgueirar por entre as duas meias portas.

Quando anunciei a mim próprio que o que havia a correr já tinha sido corrido, olhei para o condutor do metro, só naquela... 

O condutor olhou para mim, fixou-me por um segundo que me pareceu uma eternidade, e deu-me um sinal positivo com a cabeça. 

Sorri-lhe de volta e disparei a correr até entrar na primeira porta da carruagem.

| neighbouring

Saí de casa uns poucos minutos atrasado. Fiquei na cama até não poder mesmo mais.

Desci as escadas depressa... Apanhar o metro assim que chego à estação ou perdê-lo por apenas alguns segundos é algo que pode influenciar o estado de humor durante um dia inteiro.

Ao descer o último degrau da escada, oiço alguém meter a chave à porta de casa das vizinhas do rés do chão. E sai uma delas que me cumprimenta muito calorosamente e apressa-se para me acompanhar o passo.

Chegando à porta do prédio, sai a outra de dentro de casa que me cumprimenta também muito calorosamente. E as duas começam a conversar quem nem um par de pardais ao fresco.

Apercebi-me que seria indelicado continuar a manter o passo apressado pela rua abaixo. Abrandei um pouco e vi-me envolvido na palradeira das duas. Uma porque ia falando comigo mas chamava-me Paulo; a outra vinha ao lado, e corrigia o meu nome incansavelmente.

Foi isto assim durante o percurso todo até à estação do metro.

- Mas oiça lá ó sr. Paulo,...
- Pedro!



- Sim. Mas o sr. Paulo não acha?...
- Sr. Pedro!



- O sr. P...
- Pedro! O sr Pedro!

20120221

| wc art attack


Algumas linhas escritas no verso deixam-me incapaz de o colar porque a mensagem perder-se-ia. Na casa de banho, colei a meia folha de papel que foi usada para envolver o postal, dentro do envelope. Achei o máximo.

Vou manter o postal como parte da decoração da sala ou do escritório - ainda não decidi onde nem como mas tenho esperança em vir a ser iluminado em breve.

Quanto ao dilema do acordo [ver imagem], you are not alone, bro.



| love by mail

| as bananas da tia


| a galinha da tia...

... só não é mais gorda que a minha porque não tenho uma. 

Na sua galinha cabe e há de um tudo. 
Um dia quando houver necessidade, a tia arranja uma perua.


| olha a palmeira do zézim

Vai ser um desgosto. As palmeiras da nação estão a ser atacadas por um escaravelho que lhes anda a matar, uma a uma.

E como parece ser complicado arranjar uma forma organizada de travar o escaravelho, já que a única forma de tratamento é a prevenção, prevemos um terraço totalmente exposto aos elementos.

depois [palmeiras contaminadas]

ainda [a palmeira da tia, em frente ao seu terraço]


| alien story [more questions than answers]

Ponderei a hipótese de se tratar da etiqueta de uma camisola. Porém, através do toque, consegui comprovar que as etiquetas de ambas as peças de roupa que tinha vestido mantinhas-se cosidas no seu lugar.

De onde viria uma outra etiqueta? E mesmo que houvesse uma terceira etiqueta, que se descolasse, a superfície da cola estaria voltada para a peça de roupa e não para a minha pele.

Lovinho confirmou que se tratava de facto de uma etiqueta, e mostrou-ma por breves momentos. Afinal, não tinha sido abduzido. A etiqueta era de uma terceira camisola que eu tinha vestido, sem me recordar na altura, e que me tinha sido emprestada por Lovinho, para me agasalhar melhor.

Mais tarde achei que seria giro fotografar a etiqueta, mas quando fui à sua procura, não a a encontrei. Depois de abordar o Lovinho acerca do seu paradeiro, recebi informação de que ela teria sido colocada no lixo.

No lixo não estava. Era um saco metido de fresco e poucas peças haviam para vasculhar - nenhuma delas era a etiqueta.

Não levantei mais ondas para que não me chamassem de paranóico. Porém, no dia seguinte, como quem não quer a coisa voltei a perguntar onde estaria a etiqueta, e a resposta foi novamente de que tinha sido metida no lixo. E novamente fui ao lixo vasculhar - nada.

| alien story [o aviso]

Mais tarde naquele dia, já descompensado pelas fragrâncias dos ares poluídos [agora chama-se assim], meto a mão atrás do pescoço para coçar uma comichãozinha miúda, e senti um relevo na pele. E o meu corpo gelou de baixo para cima.

A base do pescoço ficou imediatamente tensa e senti acumular ali um ponto de tensão. O corpo ficou travado e a mão ficou imóvel, ainda com a ponta do dedo a sentir o relevo de algo que parecia ser um penso rápido colado à pele. 

- Wha'da holy fuck? [pensei eu, cheio de nervos]

Lovinho e Madrinha continuavam envolvidíssimos numa amena cavaqueira e eu sem saber se havia de descolar aquena cena pra ver o que era, ou se desatava a chorar pela remota possibilidade de ter sido abduzido.

O meu corpo tremeu um pouquinho, e senti aliviar o ponto de tensão atrás do pescoço. Concentrei-me em fixar a voz num tom de aparente descaso e

- Mor?! O que é isto que eu tenho aqui no pescoço? [todo lá, o lábio inferior a querer fazer beicinho]

| alien story [prelúdio]

Vindos directamente de Agadir, os chinelos foram-me emprestados pela madrinha durante a minha estadia no seu palacete em Sines, pelo Carnaval.

O peúguinho é um aviso. 


20120219

20120217

| eureka

Estava cheio de fome quando fui à mochila buscar a garrafinha de água para dar uns goles e enganar o estômago. Surpresa: bolachinhas belgas que arrumei de manhã e já as tinha esquecido.

Aposto que, depois deste exemplo de excelente planeamento para uma viagem de fim de semana, o saco com a roupa não irá conter nada de realmente útil para os próximos dois dias [salvo a cueca super homem].

| all closer

Para combater as carrancas com que se mune muita gente, e com vista a evitar a perpetuação de atitudes que honram apenas as grandessíssimas bestas à solta, deveria tornar-se obrigatório por lei, a todos os adultos, ter pelo menos um orgasmo decente por dia.

Fosse ele atingido com a "prata da casa" ou não, por certo haveria de desanuviar os semblantes e acalmar os bélicos intuitos de alguns.

Para garantir a aplicação na íntegra desta obrigação [com proveitos para todos nós], criar-se-ia uma entidade organizada e especializada em contabilidade sexual.

Em casos de suspeita sobre alguém que não andasse a "usufruir" do seu orgasmo diário, visitas ao domicílio poderiam ser agendadas por funcionários adequadamente formados.

Tenho já algumas ideias de quem serviria para para agendar as visitas como também de quem poderia fazer as ditas.

Ele há quem faça de um tu-do.

| travel updating

Às 21:10, ainda nada de interressante aconteceu.

Acabei de ler a revista Visão, de capa a capa e parece que faltam notícias, parece que resta apenas continuar a espremer as pevides a um fruto que já deu sumo.

Bocejo. Porque estou entediado, e porque tenho fome.

| on the move

A viagem inicia-se dentro de 5 minutos. O bus está equipado com wireless pelo que irei postando todos os pensamentos ridículos que me passem pela cabeça [salvo em caso de adormecimento súbito].

20120216

| traffic sources


| note to self

Nunca mais tirar segunda, terça, quarta e quinta de férias, e abdicar da sexta. Nunca mais.

| looking back

Invisible mode: on

Yes, darling? 
Dude, what a trip!

Getting you in 5, 4, 3...

Não te esqueças do que vais dizer.

| definitely not a brid

Vou passar o fim de semana de Carnaval com Lovinho, perto do mar.

O saco já está preparado, e a cueca super homem também. Amanhã, depois do trabalho, é só vestir a capa e a próxima paragem será Sines.


| the things i do

yeaah, right.

20120215

| considerazooes

Numa saída do metro, no Jardim Zoológico, alguém pintou a vermelho um manifesto.

As palavras ficaram-me gravadas e murmurei-as, como quem não quer nada, na bilheteira ao entrar para o Zoo quando me pediram que fizesse o sacrifício de pagar 17,50€.

- Luta! Organiza-te!!! [murmurou a minha voz interior]. Dezassete euros e meio o caralho!

E lá paguei o bilhete para mostrar o Zoo ao meu sobrinho, mas sempre com o manifesto a martelar-me na cabeça.

20120212

| find wally


| where to get it

A grande decisão, já tomada.




| exotic fruit



| sushi dao

Depois, foi uma rapidinha na ginginha, para jantar de seguida no japonês Dao, na Rua da Palmeira.





| evening stroll in lisbon

Primeiro, foi um breve giro pela baixa de Lisboa...