OOP EXPERIENCES

20090928

here we go aga|n

on a trip

very good!

20090925

|tripado|

Acabo de fumar uma pequena ganza. Erva. Uma pequena erva... ou uma erva pequena. O raio.

Mas antes disto, subira ao meu quarto e, depois de já ter reunido naquele espaço tudo o que necessitaria para passar bem a noite, barriquei-me. Há um pinarreta de um gato aqui em casa que pegou de modas de subir para o meu quarto durante a noite e enroscar-se. Enquanto ele faz ronrom eu delicio-me a adormecer. Mas ao filho-da-puta do gato quando lhe pende para brincar e mordiscar e pular na cama como se ela fosse um trampolim eu fico capaz de lhe arrancar as patas e enfiá-las no cú. Não no meu cú. No do gato.

E então barriquei-me. Não há porta no meu quarto, apenas um pano (amarelo gasto com um padrão a preto de lagartos). E o pinarreta já lhe deu com o jeito de passar por baixo do pano apesar de ele arrastar um bom pedaço no chão. E então hoje, já doidinho para fumar a pequena ganza em paz e sossego, descansadinho da vida, peguei em tudo quanto era caixas de arrumação e tranquei com o seu peso a sobra do pano, firmemente, contra o chão. Ah ah ah ah ah (pensei eu), que hoje não fodes a cabeça, ó pinarreta!

Apaguei as luzes, acendi uma vela, abri a janela e deixei-me lá debruçado a fumar. Olhei para o céu. Uma noite fresca qb, com poucas nuvens no céu e estrelas a cintilar nos pedaços de céu aberto. Ouvem-se grilos. Um cão que ladra à distância, num dos quintais das redondezas. Mais grilos. Ficaria bem aqui ouvir-se o coaxar de algumas rãs mas elas, lamentavelmente, cancelaram o espectáculo e adiaram-no para novembro. Foram, à última da hora, substituídas pelo passar de um carro com pressa de chegar ali mais à frente. Dou o último bafo. Bebo água. E deito-me. Barriga para cima, debaixo da coberta, e deixo-me pedrar.

E dou por mim a pensar em merdas, como de costume, acreditando que sigo uma linha de raciocínio de um génio todo lá, que tudo - afinal - faz sentido e isso e aquilo, essas merdas. E záz!! Brilhante ideia.

Vou ligar o computador (pensei eu) e actualizar o meu pir||ng com um registo inédito no blog: um post deixado sob o efeito de ganza. Sob o efeito de erva... o raio.

Mesmo pedrado, curtindo uma trip toda lá, levantei-me sem mais pensar nisso (assim) e fui até à secretária para me sentar ao MacPiri (o meu mac chama-se MacPiri). E foda-se! A placa da net estava no piso de baixo. E eu estava barricado no piso de cima. Para não ficar desapontado, decidi que, apesar da trabalheira que iria ter a desbarricar-me, iria lá abaixo buscár-le-a.

O cabrão do gato deve estar a rir de mim (roí eu) mas nem por isso desisti. Caixa de arrumação após caixa de arrumação, foram re-locadas todas para que eu pudesse afastar o pano/porta e sair do quarto. Fui. Agarrei na placa e voltei. Caixa de arrumação após caixa de arrumação foram todas re-locadas mas ao contrário para voltar a ficar barricado lá dentro contra a ameaça do ronrom malvado.

E deu nisto!

Over and out.

20090918

f|ower power

A primeira festa do Largo2 foi um sucesso,
a segunda sê-lo-á de certezinha.

DJ Afonso com uma excelente selecção de música dos anos
60, 70 e 80.

Cocktails. Caipirinhas. Sangrias.

20090916

e| cu|o

Vinde cá logo... Serás agradado.
E fui. Para todos os efeitos seria agradado e, hoje em dia, quem é que recusa um agrado mesmo não sabendo em que modos ele será aplicado? Perguntei se seria necessário levar vinho. Não era. Já por aí achei tudo muito estranho. Rapidamente M informou que levaria vinho uma vez que já estava no Modelo da Lagoon. Não estranhei o suficiente para antever o que viria a seguir, mas fiquei de pé atrás. Um tantinho assim...

Bato à porta e R vem abrir. Dá quinhentas voltas à chave e à minha cabeça, por conseguinte, também. Não chove, é o que me vale. Os cumprimentos dados e dirijo-me para a ante-cozinha. Já nem me recordo onde encontrei M nem o que estava a fazer na altura; lembro-me, porém, que não tardou muito e ela começou a assediar-me. Embora o assédio seja já prática quase corrente por parte de M sempre que lá chego a casa, naquele dia ele foi mais insistente e ameaçava tornar-se em algo de maior amplitude que o habitual.

Eu, na minha, ia desviando os olhos sempre que M simulava uma mostra dos seus seios em minha direcção e, numa das vezes, os meus reflexos foram tão rápidos e tão eficazes que, por uns segundos, poderia ter tido a visão nua das suas maminhas.

Depois de refilar um bom bocado e ter como feedback apenas as risotas e gargalhadas de M, enrolando um cigarro, olhos postos na mortalha e no filtro, oiço-a dizer:

_Um dia destes mostro-te o cú!

E eu, desvio o olhar do cigarro e olho para ela para lhe responder algum disparate e ZÀS!!!

Primeiro vi um clarão em forma de V cheio no meio de uma superfície castanha em forma de papo-seco family-size. Depois vi a linha escura que descia, na vertical, a meio da área total. Por fim reconheci tudo. A forma de V cheio era a marca do biquini, no meio das nádegas bronzeadas e, na vertical, o rego. A gaja estava de calças abaixo e com o cú à mostra.

Imediatamente desejei que os meus olhos fossem arrancados por um bando de minotauros e dados de comer aos porcos a ver se aquela visão desaparecia da minha mente.

_Mas esta melher tá parva? (perguntava eu, de mim para mim, incrédulo.)

Mas isto é que era o agrado? Foi para isto que vim? Foi esta a canelada que me valeu não ser necessário comprar vinho?

Para bem da minha sanidade (e da permanência da correcta localização de cada dente na boca de M), o agrado propriamente dito era outro. Diz que parecia S. João com fogueiras acesas e tal apesar de eu só dar pelos fumos (parecem bandos de pardais, à solta... os fumos, os fumos).

Recordo-me de termos disparatado até mais não poder e recordo-me também de, em várias situações, dizer que devia anotar uma ou outra coisa em particular aqui no blog. Mas, para quem conhece os fumos, não será novidade nenhuma dizer que quase tudo se me varreu entretanto. O cú de M, no entanto, permanece uma sombra tenebrosa e assustadora em todos os cantos da minha memória.

20090915

|to be continued|

_ Vinde cá logo... Serás agradado.

Tudo começou com esta mensagem recebida no meu telefone às 12:44:58, ontem.

Mas agora estou um pouquinho sem tempo. Preciso almoçar e ir trabalhar. A história terá de ser contada noutra altura.

Dispersem, por favor. Não há mais nada aqui para ver.

Over and Out.

20090908

como é |?|

E o dia de hoje, hein? Parece inverno. Está uma pessoa na sua, sem se meter com ninguém, a querer gozar na boinha o seu último dia de descanso, ainda com o sabor do mar e o calor do verão cravados no organismo e tau! Vem este cinzento, este ventinho ignóbil, armado em carapau de corrida, este friozinho com a mania de que vai crescer e depois é que serão elas... e o chuvisco filho de puta? Hein?

Fô!!!

Over and Out.

cagaços|

Dois no mesmo dia. Melhor... na mesma noite.

Fui a casa de M&R. Jantarinho improvisado com um bacalhau que ficara por demais salgado e ChefR conseguiu fazer uma caldeirada/sopa/ensopado/assado/o raio que ficou de comer, lamber os dedos, arrotar e chorar por mais.

Ódepois, veio - no logradouro (cara do rei) - o serão dos fumos estranhos. Acontece de quando em vez naquela região. Inalam-se uns fumos e assim. Sei lá.

A páginas tantas (e creio ser esta a primeira vez na minha vida que uso a expressão das tantas páginas), já eu todo violado pelos fumos, alheio ao meu campo de visão imediato, vejo surgir por detrás de R uma cabeça e mais nada. Gelei. O coração parou. Tentei pensar mas todos os meus pensamentos eram assustadores. Chamei, em silêncio, pela minha mãe; porém, a distância geográfica não permitiu, para pena minha, um salvamento atempado.

Era S. Já devia estar a dormir e eu, a bem da verdade, já nem me lembrava que ele habitava aquela casa, de tão "fumado" que estava. Portou-se bem, no entanto. E voltou para a cama.

Foi uma noite potente. Vieram mais fumos (ninguém sabe explicar a origem destes fenómenos fumelológicos, mas que eles acontecem... garanto-vos).

Mais tarde, a meio de uma discussão acesa entre Je e M sobre política (deus me livre de repetir - M como ditadora merecedora de fogueira em praça pública, e eu como utópico com visão ingénua a longo prazo); mais tarde, dizia eu, a meio da tal discussão e novamente alheio a tudo o que ultrapassasse o meu campo de visão imediato (por esta altura, rondava metro, metro e meio ao meu redor), oiço passos a correr dentro de casa e a virem em minha direcção.

Um bando de minotauros! _Pensei eu, de imediato e acagacei-me como nunca antes visto. Tenho pena de não ter lá estado a TVI para passar isto se não em directo, ao menos em diferido. Julgo ter aberto os braços como manda a etiqueta bixa e dei um grito também ele todo lá nos conformes do 'ai melher que tás parava'.

E os passos cada vez mais próximos.

Mas credo nosso senhor o que é que vem por aí a fora? O cão dos Baskervilles?

Não. Era S. De novo.

Foram potentes os fumos. Eles andem aí, os fumos. Os fumos. (lembro-me da cançã dos putos, os putos). Os fumos.

Over and out.

20090907

socia| networks on|ine

Fartinho, é o que eu estou já disso tudo. É do hi5.com, é do facebook.com, é do wayn.com, é do caraím.com... tudo a mesma treta. Não tenho pachorrinha. Assim como assim nunca lhe ligo nenhuma. Por isso, basta! Vou apagar tudo. Eliminarei o meu rasto nestas redes sociais do cuzinho e farei a minha presença sentir-se apenas através do meu estimadíssimo blógueo.

1º Hi5 - Vocês nem para manter o estado de uma pessoa intacto, seus cabrões!!!
>Cancel account >
>Are you shôa? >
>Yes, motherfucker. Shôa. >
> Your account is now canceled. Su cuenta está cancelada.

2º Facebook - Quer-se dizer... eu nunca cheguei a perceber como é que isso funcionava e agora já recebo convites para causas e para participar de quintas e o raio... Como é?
>Cancel account >
>Are you shôa? >
>Olha-mêste! Despachai-vos, mas é! >
>Your Facebook account has been deactivated.

3º Coff coff - Foi aqui que o meu amor me encontrou. Guardarei todas as mensagens recebidas dele e...
>Remove Profile >
>Are you shôa? >
>er... quer dizer... hmmm... CALMA!!! Não me pressiones!!! ...
...
...
...
>Your xxx account has been removed.

E prontos. Afinal eram só estes três. Pfuuu... Às vezes nem sei porque me dou ao trabalho. Mission accomplished.

Não tarda nada apago este blog e vocês vão ver quem é que manda aqui.

Over and Out.

20090904

is|


Ó férias de Agosto que tão depressa fosteis embora quão tardaram a chegar.
Foram IS. Ispeciais. Ixcelentes. Istupendas. Ispectaculares.

E foram, ainda, inesquecíveis.

20090902

bixas|do|demónio

Ainda não partilhei convosco o seguinte: a casa que alugámos para passar férias é um antro de bixarada. Baratas, centopeias, mosquitos, traças e... lagartos.

Hoje, ia a passar pelo corredor/cozinha e o meu olho de águia excelentemente adaptado para topar qualquer rasto de lagarto, reparou numa certa sombrinha que desaparecia por debaixo da máquina de secar.

Os vários dias seguidos com essa bixarada à porta de casa têm servido para me dar algum tipo de habituação pelo que eu, nesta situação, dei um passo atrás e, calmamente, vociferei:

_Mor!?! Há um lagarto debaixo da máquina de secar. (e fui sentar-me na nossa lounge)

O Mor confirmou que, de facto, havia sim um lagarto no local e eu deixei-me ficar, com uma calma bastante surpreendente mesmo para mim próprio e fiquei-me a enrolar um cigarro enquanto pensava:

_Quem é o macho daqui, quem é quem é?

E lá conseguiram então, Hi-ticha e Tia Papixa, afugentar o lagarto de lá para fora.

Mais tarde, depois do banho e de me vestir, foi-me pedido para ir ao carro buscar uma toalha de praia que lá estava. E fui. Na boinha.

Ao entrar no portão, já com a toalha de praia debaixo do braço, aconteceu! Um dos meus mais temidos pesadelos tornou-se realidade. Caiu-me uma lagartixa que estava em cima da mangueira que o cabrão do senhorio deixou por cima do portão.

Caiu-me no braço, escorregou por ele abaixo e ficou nas costas da minha mão. Tive de a sacudir. E fi-lo enquanto gritava, quase histericamente:

_Aaaarghhhhh caraLHO!!!! (e tremia que nem canas verdes, espasmava-me que era feio de ver... eventualmente chegaram as outras duas, uma que pensava que eu tinha trincado a mão ou o dedo no portão e a outra que, mais tarde confidenciou, viu logo pelo meu grito que aquilo era coisa de bixa - literalmente e em ambos os sentidos).

_Quem é o macho daqui quem é? O tanas!

Over and out.