Pois é, está quase aí. Esse tal de 2009 de que(m) tanto se fala ultimamente. Não tarda mesmo nada. "Excuse my French" but esse 2008-tozinho que está graças a Deus Nosso Senhor mesmo a morrer, foi foda como nunca tivera antes. Puta que o pariu, mais ao raio que o parta, filho da puta de um cabrão. MORRE MALDITO!
Eu preciso de um ano de mudança. E a todas as pessoas que gostam de mim quero dedicar as palavras, as imagens, as vozes, os sons e a batida do clip abaixo. Vejam-no. Oiçam-no. Sintam-no.
Vamos mudar esse ano? - Sim, queremos ir!
20081231
|2009|
20081230
sweetes|t|aboo
Ao sabor do som de Sade (you gave me the kiss of life/this is no ordinary love...) desceu o meu almocito pela goelinha abaixo até descansar lá onde deve, na companhia de um vinhinho tinto.
Era a tardinha toda assim. Toda!
Era a tardinha toda assim. Toda!
dias|nões
Tou de mal com a vida.
Acordei com dor de cabeça... Ultimamente tem sido assim. Acordo sempre com dor de cabeça. Hoje, porém, num momento em que se fez luz quando ainda estava na cama a amaldiçoar a hora de ter que levantar e ir para o trabalho, apercebi-me do que poderá ser a razão dessas dorzinhas: almofada. Preciso trocar por uma nova. Vai já para a lista de resoluções de ano novo: Trocar de Almofada toute suite.
Continuo, porém, de mal com a vida. Não nos falamos. Quando passamos um pelo outro na rua fingimos que não nos vemos e até atravessamos para o outro lado para evitar o eye contact. Já a apanhei uma vez a entrar numa loja onde não teria nada que fazer... Óbvio que foi para evitar cumprimentar-me. O sentimento é recíproco, ó minha ca(b)ra! Não quero cá confianças contigo.
O dia hoje até está bonito... Recordo-me de aqui há uns anitos também terem feito dias muito bonitos na despedida do ano. Mas mesmo assim, ao sair de casa estava com um feeling que o dia ia ser daqueles dias-nões.
Primeiro... em cima da hora não tive tempo de preparar roupa para vestir como deve ser. Acabei por vestir os primeiros trapinhos mais ou menos decentes (mais para o menos que para o mais). Ao meter-me no carro, reparei que não tinha nenhum CD lá dentro que me apetecesse ouvir. Ao conduzir, os pontos de embraiagem não saiam bem... eram todos um parto a ferros: um perfeito azelha, eu. Ao chegar ao parque de estacionamento... lotado!!! Tive que ir para a minha segunda opção que, viria eu a descobrir alguns minutos depois, também estava lotada. Volta dada para regressar ao parque a ver se entretanto alguém teria já saído e lá finalmente um rasgo de sorte.
Verdade seja que nada disso é deveras grave. Há coisas piores. Podia, por exemplo, ter batido com a porta do carro (ao abrir) na minha cabeça, como já uma vez aconteceu; podia, por outro exemplo, ter ficado sem gasolina no carro a meio do percurso para o trabalho (não tarda nada acontece...); podia também ter recebido um daqueles telefonemas de alguém a tentar matar o seu tempo inútil... podia, de facto, ter sido muito pior. Mas mesmo assim, não gostei do início do meu dia de hoje. Não me soube bem, não caiu que nem ginjas.
Quanto a ti, continuas a faltar-me como sempre. Nada de novo até agora. Hoje, no entanto, estás a faltar ainda mais. Já começas a abusar... tou-te só a avisar!
20081229
pre|údio
Amor
Forte propensão para a indecisão e recusa a fazer um esforço suplementar para um bom entendimento. As disputas que se geram, conjuntamente com os problemas familiares serão frequentes. As feridas mostrar-se-ão difíceis de fechar. Evite o pessimismo.
(quer dizer… depois de tudo isso, ainda ter que evitar o pessimismo)
Trabalho
Acautele o sentido contestatário e observante (contestatário?? eu???), mesmo que seja vítima de alguma injustiça. Evite chamadas de atenção (boquinha de siri a partir de agora)… Respeite leis e regulamentos (seca!!!)
Saúde
Reveja a alimentação. A falta de afecto ou a incapacidade de o sentir (incapacidade de o sentir? Mas estão a insinuar o quê?), leva-o a sentar à mesa e dar largas aos seus sentidos (de facto, a minha protuberância abdominal já começa a dar ares da sua graça…). Contrarie o pessimismo natural. (pfuuuu)
Em suma: 2009 vai ser foda. A torto e a direito.
Já não era sem tempo...
Forte propensão para a indecisão e recusa a fazer um esforço suplementar para um bom entendimento. As disputas que se geram, conjuntamente com os problemas familiares serão frequentes. As feridas mostrar-se-ão difíceis de fechar. Evite o pessimismo.
(quer dizer… depois de tudo isso, ainda ter que evitar o pessimismo)
Trabalho
Acautele o sentido contestatário e observante (contestatário?? eu???), mesmo que seja vítima de alguma injustiça. Evite chamadas de atenção (boquinha de siri a partir de agora)… Respeite leis e regulamentos (seca!!!)
Saúde
Reveja a alimentação. A falta de afecto ou a incapacidade de o sentir (incapacidade de o sentir? Mas estão a insinuar o quê?), leva-o a sentar à mesa e dar largas aos seus sentidos (de facto, a minha protuberância abdominal já começa a dar ares da sua graça…). Contrarie o pessimismo natural. (pfuuuu)
Em suma: 2009 vai ser foda. A torto e a direito.
Já não era sem tempo...
20081227
do|ce far niente
*Esta é uma conversa telefónica fictícia. Qualquer semelhança no seu conteúdo com a vida real é mera coincidência. The Big Picture, however, is real.*
Eu: Sim?
...: Oláaaaa. Como estás? Há tanto tempo que não falamos...
Eu: Oláa! Então? Como é que vai essa vida?
...: Ó pah, vai bem. Tásse práqui. Tava com saudades tuas, o que tens feito?
Eu: Hmmm, nada de jeito... tudo na mesma. Sabes como é...
...: bla bla bla bla bla Pedro bla bla bla bla bla bla Tu bla bla bla bla bla bla És bonito bla bla bla bla bla Adoro-te bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla Pedro bla bla bla. Bla bla bla? Pedrinho bla bla bla bla Tu bla bla bla bla... Bla... ... ... O quê? Eu não sei. Está aí. Aí mesmo ao lado.
Eu: O quê? O que é que está mesmo ao lado?
...: Ah, desculpa, não era contigo, Estava aqui a falar com (o nome da outra pessoa aqui). Bla bla bla, Tu bla bla bla...
Eu:
...: Eu já tinha visto (risos). Está aí desde manhã (mais risos). Não me digas que não tinhas visto. Ó pah... só mesmo tu (mais risos) e ainda dizes que bla bla bla bla bla bla (risota colectiva do outro lado) bla bla bla...
Eu: Que se passa?
...: É (o nome da pessoa aqui) que ontém bla bla bla bla e hoje bla bla bla... Não foi (nome da pessoa aqui)?
Sabem daquelas pessoas que telefonam, apesar de não terem nada para dizer, mas que por se encontrarem sem nada de melhor ou de maior produtividade para fazer acham que ligar para ti é boa ideia apesar de, ao fim e ao cabo, não te dizerem nada que tu aches interessante ao telefone e ainda por cima em vez de te libertarem a linha, deixam-te na total seca telefónica enquanto elas vão também conversando com quem está a seu lado? Como se tu achasses o máximo partilhar da sua mediocridade em tempo real?
Quer dizer... é para isso que eu sirvo? Para matar o tempo inútil dos outros?
Sabem essas pessoas assim? Pois... eu fico com o diabo no corpo.
20081225
xmas|how it went
Véspera:
Dormir até acordar por meios naturais (geralmente acontece por volta do meio-dia... como era véspera de Natal, aconteceu às 13:30). Lentidão redobrada no acto de sair da cama, ir para a casa de banho e tratar da beleza. Depois do banho ainda se fez algum nenhum e só pelas 17:30 saí para ir a casa dos velhotes para lá passar a consoada. Bebe-se. Come-se. Liga-se a algumas pessoas mais especiais. Bebe-se. Bebe-se. Petisca-se. Bebe-se. O irmão mais novo vestido de Pai Natal, os presentes tornam-se passado em cinco minutos, o climax dura apenas isso. A canseira do dia, a vontade de voltar para a cama (deixa-se sempre algum nenhum para fazer mais tarde).
Dia N:
Novamente dormiu-se até querer. E ao acordar a sensação de que o dia será melhor passado sem sair de casa. No entanto, vai-se até casa dos velhotes para ir buscar comida para trazer de volta para casa. Pena não fazerem entregas ao domicílio... Devia ter pedido o livro de reclamações. Fica para a próxima. Vai-se à bomba de gasolina comprar tabaco e no regresso a casa, as ruas vazias de trânsito, o dia cinzento claro e muito seco... os outonos a voar de um lado ao outro das ruas. Foi o ponto alto do dia. Chega-se a casa com comida, tabaco e algum ar fresco ainda nos pulmões. Passa-se o resto da tarde a ver episódios de Os Cinco, oferecidos aos sobrinhos pelo Senhor de Barbas Brancas. Dorme-se uma soneca, sonha-se... Depois, eventualmente acorda-se para a vida e topa-se que ela permanece na mesma. Há que dormir novamente, não há tempo a perder.
E foi assim o Natal desse ano de 2008 (damn it). Vi-o chegar, vi-o ficar e vi-o ir embora. Mas não o senti.
ho|ho|ho
O Natal não é remédio Santo.
O Mundo não se cura em dois dias.
Em 2009...
Veja mais.

Sinta mais.

Faça mais.

Piriboy wishes you a Thoughtful Christmas.
20081224
20081222
mariano||e as suas botas de cano
Existem situações na vida em que nos sentimos convictos de que uma acção nossa não irá resultar na sua consequência mais óbvia e confiamos, ignóbeis, na sorte que nunca nos chega a bater à porta.

É o tiro pela culatra, é o feitiço contra o feiticeiro, são as famosas últimas palavras... É o cão que caga no caminho.
Fiel como só os cães sabem ser, ele está sempre lá, a fazer-nos companhia naqueles instantes em que a vida nos olha pelo canto do olho, em que o céu azul se desmancha numa tromba d'água, em que os santos apontam_para e riem_de nós. O cão... sempre lá!
Todos nós temos um cãozinho que nos ladra satisfeito após arrear o seu. No nosso caminho. E nós andando, na perfeita ignorância de que o destino nos acaba de aprontar das suas.
Apresento-vos o Wheely, o meu cãozinho.

E apreciem a música que lhe dedico.
Enjoy!
Dog On Wheels_by_Belle & Sebastian
20081221
||feijoas||
Hoje, ou melhor, ontém... Quer dizer... isso tudo depende do dia em que esse registo vier a ser lido. ...
...
Recomecemos: No dia 20 Dezembro do ano 2008 de Nosso Senhor, estava eu no meu trabalho quando de repende entra pela porta dentro um amigo de longa data. Um amigo que já não via há bastante tempo. Bastante não é bem o termo... talvez bué seja mais fiel ao real sentido do tempo todo durante o qual não lhe coloquei a vista em cima.
Trato-o como se nunca nos tivessemos ausentado, como se fosse um daqueles que todos os dias vemos. Ele senta-se... Puxamos conversa como quem obedece à ordem dada nas portas que abrem na nossa direcção: Puxe! (leia-se puk-se).
E ficamos os dois, no tête-à-tête, no bate língua, no desenrola de assuntos. Ausento-me do meu local de trabalho, vou lá fora com ele pra tomarmos café (ele... porque eu não bebo café. Meia de leite com descafeinado e não muito quente por favor). Fumamos um cigarro (sim, eu fumo. crucifiquem-me ou mandem-me encarcerar... é à vontadinha) e continuamos no bla bla, diz que sim, pois que ouvi dizer, sabes que, e o outro que isso e tal?...
Voltamos ao local de trabalho e ele fica até encerrar tudo. Até não haver mais trabalho. Vamos tomar um copo? Sim. Onde? Sei lá. Vamos ao Arco 8? Sim, encontramo-nos lá.
E assim foi. Uma caipirosca (para ele) e dois conhaques em balão aquecido (para mim) depois, com muita conversa à mistura, muito passado recordado, à la velhos, encerramos a noite.
Foi bom, foi muito bom. Assim do nada, aconteceu e soube pela vida.
Se ficarmos sem nos ver durante mais não sei quantos colhões de eras, sei que quando nos viermos a ver novamente será outra vez assim rejuvenescedor. Apesar de naquela altura, a adicionar às memórias de outrora, talvez venham também a troca de ideias em relação às maleitas da real terceira idade. E será, nonetheless, muito bom.
20081219
u|timate secrecy
ésse m yes_from you:
>tdo bem |...|? Foi dado início às negociações para a execução da "operação passagem d ano mecha brains". Até agora não tem sido fácil, mas tou confiante k vamos entrar n novo ano de forma correcta: de mecha! Lol. Fuck the world! P.s. Vou manter-te actualizado com o decurso d operação mecha brains...
ésse m yes_to you:
>Ok. Aguardo actualizações regulares. Boa sorte. fuck the world. mecha rules. Over.
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