OOP EXPERIENCES

20111003

same gender outf|ts

Uma das razões que me fazem ser a favor de um gajo ter outro gajo como namorado, é a possibilidade de poder vestir roupa do parceiro sem ser às escondidas, ou sem ter que pintar os lábios para fazer pandam com o outfit.



Mor?...
Amanhã tou a pensar vestir a tua camisa lilás. Já a passei a ferro e tudo.
Onde guardas o verniz roxo?

20111002

sunday dut|es

É domingo e está calor. Todas as portadas das janelas estão fechadas numa tentativa desesperada de impedir o armazenamento de níveis perigososos de calor dentro de casa.

Para além das cinco camisas que precisam de ser passadas a ferro, a única coisa que tenho para fazer é ir ao Vasco da Gama buscar dois pares de calças de ficaram a arranjar.

Um deles é novinho em folha, comprado por dez euros e fazem todo o género do meu new-coming dress code.

O outro já está no meu guarda-roupa há bué mas vesti-as apenas uma vez porque precisavam arranjar e, ao que parece, nunca até recentemente me tinha apercebido que existem lojas especializadas em fazer arranjos nas roupas dos outros.

Para além disso preciso também rapar o cabelo, desfazer a barba e aparar outros pelos.

Durante as próximas duas a três horas estarei observando as paredes cá de casa, enquanto tento chegar a uma decisão acerca da ordem que darei ao cumprimento de todas as tarefas para este domingo de temperaturas a rondar os trinta.

20111001

tss | tss | tss

É o segundo fim de semana que passarei sem o Lovinho. 
Sinto-lhe falta.

Tudo a correr bem, ele virá a casa na terça-feira ao fim do dia, para ficar até à manhã da segunda-feira seguinte.

A todos os meus seguidores que tenham velas pretas a arder em meu nome, por favor apaguem-nas e acendam as brancas.

20110930

naquela...

Se eu fosse engenheiro informático, criaria um sistema operativo 100% produto nacional.

Registaria a sua patente para vender ao Magalhães e chamar-lhe-ia Microthought.

7|00

Raramente acontece eu acordar bem disposto, tenha eu dormido bem ou mal durante a noite. Sou incapaz de "engajar" num diálogo decente seja com quem for. Torna-se tanto mais grave quando me fazem perguntas que não são retóricas. A exigência que uma resposta, pela manhã, pode ditar um mau humor prolongado ao longo do dia.

As excessivas demonstrações de boa disposição de quem tenha que gramar comigo pela manhã, massajam-me o nervo miudinho que tenho na espinha.

Despertei às 7:00 com as gargalhadas da vizinha de baixo em "amena" cavaqueira com uma amiga. Haviam de estar de pijama, abraçadinhas às almofadas e sentadas na cama, uma em frente à outra, trocando impressões medíocres acerca das suas "malfadadas aventuras" amorosas.

Pelo que vou apreendendo da vizinha de baixo, justifica-se plenamente a necessidade de tais convívios descontraídos, quando se consegue a companhia de alguém que [em jeito de esmola do destino e como elemento em comum] se encontra a interrogar o porquê de não conseguir agarrar um gajo que a

twi|ight b|ues

O ponto luminoso é a lanterna que ele usa para vasculhar no lixo da vizinhança, enquanto procura todo o tipo de papel para guardar num saco que levará, depois, consigo.

Talvez seja apenas um louco que tenha como único escape coleccionar o cartão, os papéis e os recibos que as pessoas deitam para o lixo comum.




the human k|nd of fo|ks

Há pessoas que não valem um terço do ar que roubam aos outros, e primam pelo vazio humano que lhes reside.

O que desejo essas pessoas é que passem uma vida inteira sem levarem uma única vez entre as nádegas.

couch fl|ghts

Could this be it?


20110927

dis|exia

Apresenta-se o devido pedido de desculpa ao Meia Noite e Um Quarto. É que me tenho vindo a referir a ele como 00:45.

Na verdade, tal explica-se pelo facto de eu sofrer de uma doença rara e muito chique: dislexia horal.

Aproveito para divulgar um slogan de sua autoria e que me fez soltar umas quantas gargalhadas; é que o 00:15 foi lá direitinho (o que o torna deveras suspeito, mas isto serão outros quinhentos).

Se calhar aproveitava também para questionar porque é que ele me anda a deixar comentários como anónimo... (deveras suspeito... i cannot stress this enough).


p|ca

É verdade que poderia chegar um pouquinho mais perto para tirar uma melhor foto. Mas também é verdade que correria o risco de levar uma boa sova dos mestres de obras ao toparem que andava a fotografar o seu local de trabalho.

O desfoque, consideremo-lo arte; o ponto de interesse fica reservado para quem o conseguir topar. E não é o gajinho.


fa|| is coming

Pirii prevenido vale por ii.


|itt|e treats

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20110924

acerca do cr|me

Ontem estava eu na fila para o caixa no Pingo Doce [este supermercado é um terreno fértil  com potencial de vivências extraordinário] e apercebo-me que, junto à saída, uma moça tinha apresentado queixa contra um homem preto. Poderia ser mendigo ou apenas ter aspecto disso.

O polícia, de seu nome Humberto, era um moço de extraordinária beleza, com um rosto extremamente bonito e um corpo de fazer salivar qualquer boquinha gulosa. O polícia interrogava o "arguido":

- Os seus documentos?
- Não tenho.
- Não tem? Nenhuma documentação?
- Eu não sou de cá.
- De onde é?
- Angola.
- E o seu passaporte angolano?
- Não tenho.
- Ah... não tem. Sabe que vai ter que vir comigo, não sabe?

Plano A:
Imediatamente, pensei em roubar descaradamente um chocolate que estava ali junto à caixa e esperar que fizessem queixa de mim enquanto me desfazia de toda a minha documentação.

Plano B:
Desfazer-me da minha documentação e gritar:
- Não foi ele. Fui eu! Vamos para onde, Sr. Humberto?

A minha teoria é a seguinte: a melhor forma de reduzir drasticamente o crime passará, inevitavelmente, pela proibição em admitir para as forças policiais homens podres de bons.

auricu|ares

Há pouco estava ao telefone com Tomaz quando dou por mim com a sensação de estar a ser observado.

Depois do arrepiozinho pela espinha acima, olho para trás [a medo] e dou com o inquilino a espetar-me em frente aos olhos o seu telemóvel onde tinha redigido a mensagem:

- Preciso de 1 minuto [e fez sinal para que lhe fosse bater à porta do quarto quando terminasse o telefonema].

Dali a meia hora, mais coisa menos coisa, lá fui bater-lhe à porta do quarto e ele disse que já viria ter comigo ao escritório.

Quando veio, trazia na mão uns headphones que tinha comprado para mim, em resultado de me ter ouvido comentar ontem que os meus phones apple estavam a dar o berro, com mau contacto num dos auriculares.

Já os experimentei e são excelentes, com bastante melhor som do que os que abandonarei agora, sem dó nem piedade. E o melhor de tudo é que vem com dois pares extra de adaptadores auriculareanos, um deles rosa ralinho.

O pior de tudo é que o rapaz faz anos esta semana e eu não faço a mais pálida ideia do que lhe comprar para oferecer. Um raminho de salsa... se calhar.


f|ne herbs

Para iniciar o nosso "canteirinho" de ervas [aromáticas], trouxe do Pingo Doce um pé de rosmaninho e outro de estragão.

Também queria cannabis, mas já só havia em azul.