Ontem estava eu na fila para o caixa no Pingo Doce [este supermercado é um terreno fértil com potencial de vivências extraordinário] e apercebo-me que, junto à saída, uma moça tinha apresentado queixa contra um homem preto. Poderia ser mendigo ou apenas ter aspecto disso.
O polícia, de seu nome Humberto, era um moço de extraordinária beleza, com um rosto extremamente bonito e um corpo de fazer salivar qualquer boquinha gulosa. O polícia interrogava o "arguido":
- Os seus documentos?
- Não tenho.
- Não tem? Nenhuma documentação?
- Eu não sou de cá.
- De onde é?
- Angola.
- E o seu passaporte angolano?
- Não tenho.
- Ah... não tem. Sabe que vai ter que vir comigo, não sabe?
Plano A:
Imediatamente, pensei em roubar descaradamente um chocolate que estava ali junto à caixa e esperar que fizessem queixa de mim enquanto me desfazia de toda a minha documentação.
Plano B:
Desfazer-me da minha documentação e gritar:
- Não foi ele. Fui eu! Vamos para onde, Sr. Humberto?
A minha teoria é a seguinte: a melhor forma de reduzir drasticamente o
crime passará, inevitavelmente, pela proibição em admitir para as
forças policiais homens podres de bons.