Se fosse um fruto, era um ananás dos Açores: doce quando quer e amargo como o raikeparta quando lhe apetece.
Desde o início, mereceu a minha admiração pela autonomia e certeza com que fazia o que havia para fazer e com que dizia o que havia para dizer. Foi ela quem conduziu, verdadeiramente, o meu período de estágio no emprego que me perdura até hoje - e sinto que a ela devo a forma quase perfeita com que me encaixei no novo percurso.
Num contexto profissional, foi a primeira pessoa que ultrapassou os limites da qualidade de colega de trabalho para se "infiltrar" como amiga e fez com que me sentisse "em casa" quando entrei num mundo que me era totalmente estranho e, atrevo-me, alheio.
Tem um coração maior do que a sua própria vontade e é fiel aos seus mesmo quando finge não o ser. Implacável com os demais, apesar de não tanto quanto apregoa... a mim nunca me enganou: é doce! i said it! now it's out there.
Partilhamos o mesmo medo irracional daquilo que ultrapassa o nosso entendimento, e a mesma forma de "cinematografar" os receios com uma imaginação demasiadamente fértil para o efeito. Sim: temos medo de filmes de terror but we crave them as hell.
Sei apenas dizer que me sinto lisonjeado por pertencer ao grupo de pessoas a quem ela honra com a sua autenticidade, sem reservas, permitindo que lhe sejam descobertos os seus város eus, e não apenas um deles.
And now, straight from hell: