Aceitam-se encomendas.
20100720
|mapeca|

Tudo indica que três grandes bloguistas com um historial comum de partilha, se farão acompanhar de suas caras metades e juntar-se num mesmo espaço físico por um período que, apesar de muito breve, irá saber pela vida.
Os três, que serão 7 (B, LP1, PMC e S fazem já parte integrante da nova realidade), estarão todos juntos, pela primeira vez, em território não insular.
Como diria um grande nome da literatura moderna: weeeeeeeeeeeeee-ú!
20100719
e|ther way
Sempre nos foi ensinado que a humanidade sofre de solidão. Que está sozinha. Que somos nós o auge de tudo... a meta. O objectivo alcançado, o alvo atingido on the dot.
E se?
A meu ver, será tão extraordinária a prova de estarmos sós como a prova de, afinal, sermos apenas mais uns tontos entre tantos.
random|y
Ora cá estava eu com o meu copinho de vinho aqui ao lado, tabaco ao outro lado, perto do cinzeiro... bora lá ver que blogs é que estão por aí! A ver se descubro alguma coisa interessante para ler e partilhar com os meu fellows.
Estatísticas:
- Por cada 10 blogs designados arbitrariamente pelo blogger, 8 são de natureza religiosa, 1 é de natureza política, e o outro vai saltitando entre:
> Desporto (leia-se: futebol)
> Blogs cujo conteúdo parece uma mailing list de FWs (aqueles emails que toda a gente recebe e são reencaminhados em cerca de 95% das vezes)
pfuuuuuu...
(back to wine and smokes)
20100718
advert|s|ng
De vez em quando, todos nós vendemos algo a alguém... nem que seja uma white lie que se diz para evitar perguntas prolongadas sobre um assunto sobre o qual não se deseja falar. Ou um conceito... ou uma ideia, um ponto de vista.
Somos vendedores ambulantes, sem o sermos.
Todo o processo que convencer alguém a adquirir o nosso algo requer uma atenta análise psicológica sobre comportamentos e ideais do público que se quer alvo.
Sempre nutri um interesse particular sobre publicidade. De vez em quando, faço um surf descomprometido sobre o que se faz em publicidade e como se consegue, cada vez mais, chegar mais perto do consumidor.
Hoje encontrei este anúncio. À primeira vista, pode parecer redundante. Na verdade, transmite duas formas de se ficar de pé bastante distintas. Fantástico.
gone w|th the w|nd
O vídeo não é o original para a música. Mas as imagens valem a pena pela sua intemporalidade. Coisa mais linda.
A canção... foi a única que alguma vez me foi dedicada por alguém que se disse apaixonado por mim...
...so not!
It was far less than you should...
evi| monkey
Eu sou fã do Evil Monkey.
Quem conhece e gosta da série Family Guy, saberá do que falo.
Eu sou fã. Da série, do Stewie (*****Fairwell Brian, I'm off to sea... an hour from now I'll be surrounded by seamen... spermwhales and seamen... oh... a swallow!*****)... e sou fã do Evil Monkey.
Ele vive dentro de um armário. Aparece ocasionalmente, com dentes cerrados, dedo apontado em denúnica/acusação/ameaça, e punho fechado em sinal de "vou te partir os cornos, ó cabrão!".
Nos seus tempos livres, deita-se na cama e ouve música nos headphones... e também fuma ganzas.
Sou fã... coff coff...



___________________
*****Esta deixa é do mais inteligentemente ordinário que eu já ouvi em toda a minha vida. Cinco estrelas.
20100717
janela |ndiscreta
Pelos reflexos no vidro da janela, torna-se óbvio que há alguém que experimenta roupa, peça a peça. Os elos mais fracos caem sobre a cama, rejeitados, e a silhueta - novamente reflectida no vidro - movimenta-se em recortes de vaidade... tentativa e erro.
A lua está a meias, em eterno poiso na noite que vai caindo. É sábado e há um vento fresco que acalma as temperaturas mais quentes do fim de tarde.
O estore da janela desce até metade quase como se tivesse vida própria e, dentro do quarto, os elos rejeitados, fracos, erros por corrigir, são guardados metodicamente em gavetas e armários.
Ela dobra-se para chegar mais baixo. O cabelo longo e ondulado pende.
A luz apaga-se.
Ela surge na divisão ao lado com um vestido verde que lhe cinta acima da anca para cair redondo e folhado até aos joelhos. As pernas nuas transitam entre um e outro metro quadrado de sua casa.
Senta-se. Em sua frente, um computador move as suas vontades por alguns segundos.
Levanta-se.
Ele surge. Veste uns boxers vermelhos com pintinhas brancas. Mais nada. Braço flectido levando telemóvel ao ouvido, passeia-se pela sala, vem até à varanda e recolhe-se. Ritual permitido e repetido. Ela passa de novo, mas desaparece repentinamente.
Ele também... antes de surgir novamente, com t-shirt branca vestida, acomoda-se no sofá, apodera-se do controlo remoto e ataca as teclas em zapping desinteressado. De vez em quando, a sua mão queda-se por sobre os genitais e acaricia-os.
Ela vem. Com a mão, afasta o cabelo para trás, descobrindo parte do rosto. Senta-se ao lado dele.
Ele permanece na posição original. Não discutem. Mas parece haver uma explicação dada. Como se algo estivesse a ser colocado em pratos limpos. Ela poisa a sua mão por cima da perna dele.
Ele coça os tomates.
ho|idays
Oh YES!!!! Sweet mother of God, I am finally free.
Férias. Tão esperadas e necessárias, cá estão elas. Não fiz dieta, mas sinto-me mais leve em cerca de 15 toneladas.
Weeeeeeee-úuuuuuu!
20100714
what goes |a|round
Na verdade, e no meu íntimo, nunca desejei - de facto - mal a este alguém. Notwithstanding, e quanto mais penso no que aconteceu, admito que se esboça secretamente um ligeiro sorriso no rosto.
Há vários ditados aplicáveis à situação:
- Não cuspas para cima, quando não tens espaço para fugir.
- O que vai pra cima também vem pra baixo.
- Não te cague o cão no caminho.
- A ver se o feitiço não se vira contra o feiticeiro.
Como diria uma grande pessoa que eu muito admiro: Engim!
No final de contas, quem sabe mesmo é este tal de Justino Madeiralago: what goes around comes back around... que é como quem diz: ora fode-te lá tu agora, que está na tua vez!
Sem vergonha alguma, e sem qualquer tipo de puritanismo gratuito naquilo que será considerado como sentimentalmente correcto: bem feita!
Agora já só falta ver os outros lá de cima virem aos tropeções até cá baixo. one...step...at...a...time...
20100712
|...|ending
Tudo tremido. É como à vezes vejo as coisas. E não é por ainda ter o adenovírus da conjuntivite na direita das minhas vistas. É porque, por vezes, há luzes que iluminam sem que o façam.
A ambiguidade de sentimentos tem disto... tipo: "should I stay or should I go?"... Por vezes, parece que se acende uma luz ao fundo do túnel apesar de, interiormente, termos consciência de - no passado - todos os passos terem sido dados no sentido de apagar o clarão. E agora?
Gosto por demais de mim para me sacrificar... e gosto por demais de mim para que não me sacrifique.
Tremidas inconstâncias de voltas e retomas e partidas e chegadas e viagens que se fazem, sem as fazermos.
Between darkness and wonder...
Entre o ir e o vir, entre o ver e o não ver. E agora?
Às vezes é o medo ter ter a opção para escolha - quando aparece... é o medo da escolha. E se?
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