OOP EXPERIENCES

20100709

me|gu|ces

E porque eu não sou ninguém sem seguir as Leis do IMP:

- A motivação primeiro foi a motivação pessoal, portanto era para minha formação pessoal. Obviamente que não... não escondo a ambição em termos profissionais... ter mais habilitações para poder dentro do même trabalho conseguir ambicionar uma posição melhor.

Amiga meiga de seu Piri: je t'aime... meiguinha... coisa mais linda...

(vou-m'ali fazer o testamento e já volto)

20100708

vento|nha

- AMOR!?

- Sim... (respondi eu, ainda a acordar - estamos a meio da noite e há um calor acumulado no quarto que parece que já morri e fui para o meu lugar reservado no inferno).

- Mexeste na ventoinha?

- Sim.

- É que isto está a passar demasiado frio...

- (pensando) Ai o caralho! E eu sei lá o que fiz com a ventoinha antes de adormecer? Dei-lhe mais bomba? Fixei-a para que canalizasse a deslocação de ar para um ponto fixo (em nossa direcção) em vez de a manter a rodopiar em todas as direcções? Como é que eu descalço esta bota?

Levantei-me e desliguei a ventoinha. Nada como cortar o mal pela raíz. Despertar do sono é que não. Caso contrário, nem eu me sofro a mim próprio.

O outro, assim que cheguei a casa hoje, depois do trabalho, tinha pronta na ponta da língua a seguinte pergunta:

- Amor? O que se passou ontem com a ventoinha?

b|s

já|agora

Implica uma ordem para ser cumprida de imediato. Já! Agora!

Neste instante!

No mesmo instante em que me recupero, há alguém que já agora que veio fazer um isto, aproveita e faz um aquilo também, para que fique já de vez... (de novo o , de novo a ordem).

E há aqueles que se prolongam nos desejos e, aproveitando que podiam comprar uma laranja (vá! só um exemplo), aproveitam para comprar uma laranjeira, ou quem sabe mesmo um pomar, e ainda pedem esclarecimentos sobre como obter as licenças para plantio no terreno que desejam passar para seu nome... porque também tratam disto, não é?

- É.

20100707

prom|se made

Quando eu for grande, hei-de ir ver estes gajos ao vivo.

E hei-de ter à mão uma caixinha de kleenexes super absorventes - porque sem dúvida nenhuma há-de ser um evento orgásmico.

Headphones on.




20100706

rest|ing 2 cum

Tá decidido e aprovado superiormente.

Não tarda nada estarei de férias durante três semanas.

E vai ser só praia, putas e vinho de cheiro...














(vá! ganza também, se arranjar, mas não prometo)
weeeeeeeeeeeeeee-úuuu!!!

|ethal weapon


Foi esta a arma que nos salvou na noite extremamente quente que caiu em Lisboa.

Durante o dia, estavam 38 graus. À noite não tantos, mas os suficientes para sufocar: passava uma hora da meia-noite e a temperatura era de 30 graus.

Janelas abertas em vários cantos da casa a ver se o fenómeno do "vento encanado" nos aliviava o tormento mas tudo o que corria pela casa era: nada. Lá fora, o cenário era idêntico. Uma paradez que só visto.

E porque o corpo tem vezes que pede por prazer primeiro... lá nos íamos borrifando com salpicos de água fresca antes que marinássemos au point. Começou na sala e soube bem, como só os refrescos sabem à beira-mar - uma delícia. Cada gota de água fresca a cair no corpo era como uma promessa de nova vida, de novo fôlego.

Foi connosco para o quarto e, enquanto víamos televisão como lagartos estendidos ao sol, íamos deixando cair a nossa chuvinha particular por cima dos corpos sedentos de ar fresco.

A meio da noite, acordei em sufoco, aflito por ar. Dou por mim a sentar na cama, a querer respirar sem conseguir... Primeira coisa que me vem à mente é o borrifador. Onde ficou ele?

Peguei no telemóvel e acendi a sua luz fraca (para não acordar Lovinho) e localizei o salva-vidas. Peguei nele, borrifei-o para o rosto e saí do quarto. A noite quente e implacável aos meus ombros, e fui fechar todas as portadas da sala para impedir a luz da rua de entrar no quarto... deixaria a porta aberta para o quarto.

Quando voltei para retomar o meu lugar de belo adormecido na cama, o ar extraordinariamente quente do quarto quase me queimou o rosto e decidi imediatamente que não conseguiria voltar a dormir ali.

Fiquei na sala. Corpo sem energia, o calor inédito à minha pele a uma hora daquelas... pernas estendidas por sobre os ombros do sofá... dormitei sonhando com um duche de água gelada.

Por fim, pelo desconforto típico de se dormir num sofá sem poder estender por completo as pernas, voltei para o quarto e fui adormecer de porta aberta - algo raro. As portas, a meu ver, servem-se fechadas.

A única razão pela qual não me meti debaixo do chuveiro com água fria a correr prende-se com o facto de tal feito retirar, quase inevitavelmente, o sono - e eu precisava descansar para poder levantar cedinho de manhã.

surpr|se @ home

Uma de quatro surpresas quando cheguei a casa hoje. Fresquinho e com sabor a infância... Um dos pequenos alentos que só o Lovinho se lembra e sabe proporcionar.

Obrigado.

20100705

nargu|lha




No fim de semana passado, adquirimos uma narguilha. Ansiava ter um destes cachimbos de água há muito tempo e desta vez foi de vez. Foi escolhido um pequeno, preto e redondinho, a coisinha mais linda deste mundo.

Comprámos o tabaco de maçã, o carvão e ficámos a aguardar o fim do dia como criancinhas a aguardar a noite de natal, para podermos iniciar o novo Home Made Ritual do cachimbo de água.

Ficou guardadinho a um canto durante o dia enquanto fazíamos limpezas. Ao fim da tarde havíamos de o lavar para o primeiro uso e nisto Lovinho deixa cair o suporte para o tabaco e carvão, uma peça solta que, ao bater no chão dentro do seu saquinho de bolhas, se estilhaçou em não sei precisar quantos pedaços.

Mr. Lovinho começa a ficar craque no corte aos vícios. Fim de jantar sem cachimbo, sem ritual.

No dia seguinte, Mr. Guilty Conscience foi comprar nova peça. Fim de tarde animado com promessa de narguilha a todo o vapor.

Depois de umas quantas faltas de fôlego de tanto inalar sem que nada saísse pela mangueira da fumaça, deduzimos brilhantemente que aquele cachimbo estava com defeito. Um ritual destinado ao fracasso, portanto.

Puta que pariu!

Ontem fomos trocar o cachimbo. Já não havia em preto. Trouxemos azul. E sim... desta vez, tudo bem. A noite de ontem acabou com a fragrância deliciosa do tabaco de maçã e um ritual cumprido e a repetir. Ao som do seguinte:

|a cha|eur

O dia de hoje foi assim: morno...

|exposed|

Cá está. E diz que é prendada, que faz alfinetes de peito a preço jeitosinho.

20100704

w|sh|ng u

Não encontrei na net a tal foto da Hello Kitty v.Putedo, mas encontrei esta e informo já: eu quero! O corpinho e os boxers: quero.

Se vier só o corpinho não me queixo... nem se vierem só os boxers.

a|| inc|uded


Sem qualquer tipo de aviso, partirei a carinha a quem vier na minha cara afirmar que a net tem tudo. Que qualquer coisinha possa ser pesquisada e encontrada na aldeia dos três w.

A net não tem, por exemplo, uma imagem da Hello Kitty que anda a ser utilizada nos outdoors para publicitar o novo telemóvel temático. E sei que não tem porque já fiz pesquisas utilizando inúmeras palavras de busca e surfando por centenas de páginas de imagens.

Queria colocar aqui para que vissem o que vos quero dizer. Direi na mesma e, quanto à imagem per si, será colocada aqui quando a fotografar ao passar novamente por um dos tais cartazes publicitários.

Parece que Hello Kitty se tornou num fenómeno semelhante ao strange case of aloe vera: serve para tudo. No caso da gata sem boca, começou por ser lápis de cor, caderninho de escola, mochila e adereços infantis.

Numa fase posterior, passou a ser papel de parede, candeeiro de quarto e tampa de sanita.

Sem que ninguém desse por nada, rapidamente a gajinha já era cartão de crédito pelo que há que lhe dar mérito em termos de progressão de carreira. Creio que não será funcionária pública. E, a julgar pela imagem que não encontro na net, não há-de ser funcionária púdica either.

De uma vulgaridade inesperada, a gata aparece com umas coisas que julgo serem sapatos de tacãozinho, um calçãozinho ou mini-saia (ou mesmo cinto, a julgar pela sua largura), uma camisolinha descaída num dos ombros, colarzinho de pérolas (falso, quase aposto) do pescoço até quase à racha, e uma das perninhas ligeiramente dobrada como quem espera pelo próximo cliente ali na Praça do Chile para um put'ensemble até Queluz.

Não é de admirar, portanto, que a personagem em questão se tenha movimentado tão facilmente na sua carreira. Sem querer armar-se em mestre de adivinhação, quase que aposto que da próxima vez que a virmos, estará de pernas abertas com um piercing na co... ... (...xa) e a ser o rosto (coff coff) de uma nova linha erótica 69-69-HELLOKITTY-69.

Depois, há-de ser o costume previsível: mete-se nas drogas, é fotografada a sair do carro sem cuecas e encontrada morta num quarto de motel com um frasco de comprimidos derramado na mesinha-de-cabeceira.

doctor of ph|losophy

cont|nuum

A vida corre sem nós. Se não a nossa, a dos outros.
Na correria que nos não pertence, a ausência que é nossa é dos outros também.